Órgão afirma que apuração interna concluiu que Alina Franco Bouéres de Araújo teve seus dados de acesso comprometidos e que medidas foram adotadas para bloquear novas tentativas de invasão
O Ministério Público Federal (MPF) informou nesta sexta-feira (11) que a servidora Alina Franco Bouéres de Araújo, lotada na Procuradoria da República no Maranhão, foi vítima de um golpe de phishing, após credenciais vinculadas ao seu acesso terem sido utilizadas de forma indevida para consultar processos sigilosos no âmbito do caso envolvendo o Banco Master.
A manifestação ocorreu após reportagem do jornal O Globo revelar que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria utilizado credenciais de servidores do MPF para acessar informações protegidas. Segundo relatórios da Polícia Federal (PF) encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF), dados de servidores do órgão teriam sido usados para consultar processos sigilosos relacionados a pessoas consideradas desafetas do banqueiro.
Em nota, o MPF afirmou que foi informado pela Polícia Federal, em 2025, sobre a possibilidade de uso irregular de credenciais de integrantes da instituição por investigados no caso.
“Uma apuração interna realizada pelo MPF concluiu que a servidora Alina Franco Bouéres de Araújo foi vítima de phishing. Foram tomadas todas as providências necessárias para bloquear os acessos indevidos e evitar novos ataques”, informou a Assessoria de Comunicação do órgão.
O phishing é uma modalidade de golpe digital em que criminosos utilizam mensagens, páginas falsas ou outros meios para se passar por instituições legítimas e induzir vítimas a fornecer senhas e informações de acesso.
De acordo com as informações divulgadas, o login atribuído à servidora do MPF no Maranhão teria sido utilizado em acessos considerados irregulares dentro da investigação. A conclusão interna do órgão, no entanto, aponta que a própria servidora teve suas credenciais comprometidas, e não que tenha participado dos acessos.
Alina Franco Bouéres de Araújo é irmã do advogado Luís Eduardo Franco Bouéres, membro substituto do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) na categoria de jurista.
Ela também é esposa do delegado da Polícia Civil do Maranhão Breno Galdino, ex-superintendente da Polícia Civil da Capital (SPCC). Breno é irmão de Diego Galdino, ex-secretário da Casa Civil durante os governos Flávio Dino e ex-secretário executivo dos Esportes na gestão de André Fufuca.

