Candidato do PL participará de uma motocarreata em São Luís enquanto pesquisas mostram o presidente com desempenho próximo ou superior a 60% entre os eleitores maranhenses.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) prepara uma mobilização no Maranhão para tentar reduzir a ampla vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado. O candidato bolsonarista deve desembarcar em São Luís na próxima terça-feira (22), em busca de maior aproximação com um eleitorado que, até agora, continua majoritariamente identificado com Lula.
A visita tem sido anunciada pela vereadora de São Luís e candidata a deputada federal Flávia Berthier (PL). A programação prevê uma motocarreata, com concentração às 10h22 no chamado “QG do Capitão”, localizado no retorno do aeroporto, e saída em direção ao Multicenter Sebrae.
A passagem pelo Maranhão faz parte da estratégia de Flávio Bolsonaro para ampliar sua presença no Nordeste, região onde Lula mantém forte prestígio popular e uma relação política construída ao longo de décadas. Mesmo sem confirmar presença no estado durante o primeiro turno, o presidente permanece em posição confortável entre os maranhenses.
Os principais levantamentos realizados no Maranhão colocam Lula próximo ou acima de 60% das intenções de voto. Na pesquisa Real Time Big Data divulgada em setembro, o petista apareceu com 62% no primeiro turno, contra 25% de Flávio Bolsonaro. Em uma simulação de segundo turno, Lula alcançou 65%, enquanto o adversário marcou 30%. O levantamento ouviu 1.600 eleitores entre os dias 5 e 9 de setembro e possui margem de erro de dois pontos percentuais. Exame
A Quaest também apontou ampla liderança do presidente: Lula registrou 58%, contra apenas 20% de Flávio. A pesquisa ouviu 900 eleitores maranhenses e tem margem de erro de três pontos percentuais. O levantamento mostrou ainda que 66% dos entrevistados aprovam o governo Lula no estado. Poder360
Os números revelam que, apesar da mobilização promovida pelas lideranças do PL, parte expressiva do eleitorado de direita no Maranhão ainda não reconhece em Flávio Bolsonaro uma candidatura capaz de enfrentar a força política de Lula. O desafio do senador será tentar consolidar seu nome entre os bolsonaristas e, ao mesmo tempo, romper a sólida identificação dos maranhenses com o atual presidente.
Mais do que uma simples agenda de campanha, a visita surge como uma tentativa de diminuir uma diferença que permanece elevada. No Maranhão, Lula continua transformando sua ligação histórica com o povo em uma vantagem eleitoral difícil de ser alcançada.

