A Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Progressistas (PP), decidiu não formalizar coligação oficial com nenhum candidato ao Governo do Maranhão nas eleições de 2026. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (5), durante reunião conjunta das duas legendas, que optaram por liberar cada partido para seguir sua própria estratégia na disputa majoritária.
Com a definição, o PP deve manter o apoio ao ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), enquanto o União Brasil seguirá com o candidato do MDB, Orleans Brandão. A divisão impede, porém, que o tempo de propaganda eleitoral da federação seja somado ao projeto de qualquer um dos candidatos ao Palácio dos Leões.
A Federação União Progressista possui cerca de 2 minutos e 30 segundos de tempo de rádio e televisão na propaganda eleitoral, que será destinado às campanhas proporcionais e aos candidatos ao Senado, segundo a estratégia definida internamente.
A decisão também envolve a disputa pelas duas vagas ao Senado. O União Brasil apresentou uma chapa própria para tentar evitar que a federação fosse levada ao palanque de Eduardo Braide pelo pré-candidato a senador André Fufuca.
O partido comandado no Maranhão por Pedro Lucas Fernandes indicou o vereador de São Luís Marquinhos Silva como candidato ao Senado, tendo Rejane Braga como primeira suplente e o líder quilombola Chico, de Vargem Grande, como segundo suplente.
Antes disso, o PP chegou a sugerir que Perla Amaral, esposa do deputado Rildo Amaral e filiada ao União Brasil, ocupasse a primeira suplência da chapa de Fufuca, mas a indicação não foi aceita pelo partido.
Agora, o Progressistas deve definir se aceitará uma indicação do União Brasil para compor a chapa de André Fufuca ou se lançará candidatura própria ao Senado, mantendo a estratégia de independência entre as duas siglas.
A movimentação reforça a divisão interna da federação no Maranhão, que, apesar de atuar conjuntamente na estrutura partidária, decidiu adotar caminhos distintos na eleição para governador e Senado.

