O vereador de Imperatriz e pré-candidato a deputado estadual pelo Partido Verde (PV), Flamarion de Oliveira Amaral, afirmou, em conversa com o Café Quente Notícias, que não houve uma decisão formal da Federação Brasil da Esperança ou da direção nacional do PV determinando o veto às candidaturas da legenda para a Assembleia Legislativa do Maranhão.
O presidente estadual do PV, Adriano Sarney, informou aos convencionais do partido, no último sábado (1º), que a decisão de não lançar candidaturas a deputado estadual teria seguido uma orientação do Diretório Nacional da legenda.
Ao Café Quente Notícias, Flamarion afirmou que a justificativa apresentada pelo presidente estadual do partido não encontra respaldo em documentos da própria direção nacional do PV. Ele apresentou uma manifestação do Diretório Nacional, enviada em resposta a um pedido de esclarecimento, na qual a legenda afirma que o PV Nacional não impôs obstáculos ao lançamento de candidaturas proporcionais.
O documento enviado a Flamarion afirma que o PV “pode livremente decidir suas candidaturas em todos os âmbitos dessa unidade da Federação, ou seja: deputados federais, deputados estaduais, senadores, governadores e seus vices”, e que, “estatutariamente, não existe obstáculo para não lançar nenhuma delas”.
O vereador também questiona a ausência de uma deliberação específica da Federação Brasil da Esperança sobre um eventual veto ao seu nome ou aos demais pré-candidatos do PV.
Na ata da reunião da Federação Brasil da Esperança, realizada em 4 de agosto, consta que o colegiado analisou recurso apresentado por dois pré-candidatos do Partido Verde, mas decidiu não conhecer o pedido. O documento registra que a decisão ocorreu “por não competir aos órgãos da Federação decidir sobre a escolha dos nomes que cada partido associado indica às chapas proporcionais, matéria interna corporis”.
A mesma ata registra que o representante do Partido Verde informou que o Diretório Nacional do PV não havia recebido o recurso apresentado pelos interessados e que o partido resolveria o assunto em suas instâncias próprias.
Para o vereador, a decisão do presidente da legenda ignora as determinações estatutárias para atender a uma particularidade do governador Carlos Brandão, que teria dado ordens para que a candidatura fosse vetada em um ato de “perseguição pessoal, desumana e desrespeitosa”.
Flamarion afirmou ainda que pretende judicializar a questão, caso o Diretório Estadual do Partido Verde insista em manter o veto à sua candidatura.
Outro lado
O presidente estadual do Partido Verde (PV) no Maranhão, Adriano Sarney, afirmou que a legenda possui autonomia para definir sua estratégia eleitoral e a composição das chapas proporcionais. Segundo ele, a decisão de concentrar esforços nas candidaturas a deputado federal foi debatida internamente pelo partido e contou com a anuência da direção nacional da sigla.
Adriano criticou o que considera excesso de interferência nas decisões internas do PV e afirmou que eventuais questionamentos sobre a decisão poderão ser levados à Justiça como parte do processo democrático. No entanto, destacou que acredita que não haverá êxito nessas iniciativas, justamente em razão do princípio da autonomia partidária e da natureza interna corporis das decisões tomadas pelos partidos.
O dirigente também destacou sua trajetória no Partido Verde, onde afirma atuar há cerca de 20 anos, sempre com o objetivo de fortalecer a legenda e ampliar sua participação no cenário político maranhense.

