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A esposa do senador Weverton Rocha (PDT-MA), Samya Lorene de Oliveira Bernardes Rocha, foi um dos alvos de mandado de busca e apreensão autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta terça-feira (4) pela Polícia Federal. A medida foi determinada após a investigação apontar movimentações financeiras e patrimoniais envolvendo Samya que, segundo os investigadores, precisam ser esclarecidas.
Segundo a decisão do ministro André Mendonça, a Polícia Federal apontou a relação de Samya com a Rocha Holding Patrimonial Ltda., além de movimentações financeiras e tratativas envolvendo imóveis, reformas e despesas familiares. A investigação também cita transferências financeiras envolvendo a conta pessoal da esposa do senador.
De acordo com a decisão judicial, a Polícia Federal apontou que Samya teria recebido valores de empresas relacionadas ao advogado Willer Tomaz, incluindo repasses que, conforme a representação policial, ultrapassariam R$ 11 milhões no período analisado. A origem e a finalidade desses recursos são pontos que fazem parte da apuração.
A decisão do STF destaca que a busca teve como objetivo localizar documentos, extratos, contratos e outros elementos capazes de esclarecer a origem, a causa econômica, a destinação e eventual redistribuição dos valores investigados.
Defesa afirma que valores são legais
O senador Weverton Rocha afirmou que não possui qualquer irregularidade a esconder e disse que as movimentações financeiras citadas pela investigação são provenientes de atividades profissionais e empresariais devidamente declaradas à Receita Federal.
“Apesar da minha indignação, recebi essa operação com a tranquilidade que me foi possível, pois nada tenho a esconder. Todas as movimentações mencionadas são fruto de atividades profissionais e empresariais e foram devidamente declaradas à Receita Federal”, afirmou.
O parlamentar também declarou que já esperava enfrentar ataques por causa da sua candidatura ao Senado e de suas posições políticas, mas disse que não esperava que a operação alcançasse familiares e apoiadores.
O Ministério Público Federal, antes da decisão do STF, havia se manifestado pelo indeferimento das buscas, avaliando que medidas menos invasivas poderiam inicialmente confirmar a origem dos recursos e as conexões financeiras entre os investigados.
A investigação segue em andamento, e os envolvidos ainda poderão apresentar esclarecimentos no decorrer da apuração.

