Screenshot
O parecer do Ministério Público Federal (MPF) foi um dos pontos centrais da decisão que autorizou uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga suspeitas de descontos indevidos em benefícios do INSS. No documento, o órgão ministerial se posicionou pelo indeferimento das medidas de busca e apreensão solicitadas pela autoridade policial, argumentando que, naquele momento, ainda seriam necessárias diligências menos invasivas para aprofundar a apuração.
Segundo o parecer, embora o conjunto de indícios reunidos apontasse para a necessidade de continuidade das investigações, medidas como quebra de sigilos poderiam ser suficientes para confirmar a origem dos recursos movimentados, as conexões financeiras entre os envolvidos e eventual incompatibilidade patrimonial.
O MPF destacou que a análise deveria avançar por meios proporcionais antes da adoção de medidas mais restritivas.
Defesa de Weverton
Após a operação, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) afirmou que já esperava enfrentar ataques em razão de sua candidatura ao Senado e de suas posições políticas, mas disse ter sido surpreendido pelo alcance da ação envolvendo pessoas próximas.
“Apesar de não ter sido diretamente o alvo da operação de hoje, eu sabia que, com a minha candidatura ao Senado e as minhas posições políticas, sofreria ataques. Por isso, não fiquei surpreso com essa nova operação da Polícia Federal. Eu só não esperava que eles fossem tão longe, ao envolver a minha família e até apoiadores políticos”, declarou.
O parlamentar afirmou ainda que não possui qualquer irregularidade a esconder e que todas as movimentações citadas na investigação são provenientes de atividades profissionais e empresariais devidamente declaradas.
“Apesar da minha indignação, recebi essa operação com a tranquilidade que me foi possível, pois nada tenho a esconder. Todas as movimentações mencionadas são fruto de atividades profissionais e empresariais e foram devidamente declaradas à Receita Federal”, disse Weverton.
Investigação
A operação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) teve como alvo pessoas ligadas ao senador, incluindo familiares e o advogado Willer Tomaz. A Polícia Federal apura suspeitas relacionadas a um esquema de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões pagas pelo INSS.
A defesa do senador sustenta que as movimentações financeiras investigadas têm origem lícita e que os valores foram declarados aos órgãos competentes.
O caso segue sob investigação, e os envolvidos ainda terão oportunidade de apresentar esclarecimentos no decorrer do processo.

