O deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) foi alvo, na manhã desta quinta-feira (25), de uma operação da Polícia Federal que apura suspeitas de desvio de emendas parlamentares ligadas ao chamado orçamento secreto.
Batizada de Operação Afluente, a ação investiga crimes de corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Ao todo, segundo a PF, são cumpridos 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em Goiás e no Maranhão.
A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com a investigação, os valores teriam sido operacionalizados por meio da Codevasf. Interlocutores da PF apontam que entre os alvos estão empresas contratadas para executar obras bancadas com emendas. Um dos endereços seria a própria casa de Maranhãozinho, já que o parlamentar seria sócio de uma dessas empresas.
O caso ocorre meses depois de o deputado já ter sido condenado pelo STF, em março, também por desvio de emendas. Nesse processo, a Procuradoria-Geral da República apontou que Maranhãozinho coordenava a destinação dos recursos, monitorava a liberação das verbas, controlava planilhas de pagamento e realizava cobranças de propina quando necessário.
Atualmente, o deputado está licenciado do mandato na Câmara dos Deputados.
O chamado orçamento secreto foi o nome dado às emendas de relator, conhecidas como RP9, modelo que ganhou força a partir de 2019 e movimentou bilhões de reais. O mecanismo foi considerado inconstitucional pelo STF em dezembro de 2022, por falta de transparência e rastreabilidade. Mesmo extinto, valores indicados em anos anteriores ainda seguem sendo pagos como restos a pagar.


