Pesquisa Real Time Big Data coloca a senadora no pelotão principal, em empate numérico dentro da margem de erro com a ex-governadora Roseana.
A nova pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (10) confirma um movimento importante na corrida pelo Senado no Maranhão: a senadora Eliziane Gama (PT) entrou definitivamente no pelotão principal da disputa. Com 14% das intenções de voto, a senadora aparece tecnicamente empatada com os demais candidatos que lideram o levantamento e passa a disputar diretamente uma das duas vagas em jogo.
Roseana Sarney aparece com 18%. André Fufuca, Lahesio Bonfim e Weverton Rocha registram 15% cada, enquanto Eliziane alcança 14%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, os cinco candidatos estão tecnicamente empatados.
Mais do que a posição individual de cada concorrente, o aspecto politicamente mais relevante da pesquisa é a compressão do pelotão. A distância entre a primeira e a quinta colocação caiu para apenas quatro pontos, revelando uma disputa embolada, competitiva e ainda sem um desfecho previsível.
Na pesquisa Quaest divulgada em agosto, Roseana tinha 16%, seguida por Weverton, com 11%; Lahesio, com 10%; e Fufuca e Eliziane, ambos com 9%. Naquele cenário, a diferença entre a primeira e a quinta colocação era de sete pontos.
A comparação, evidentemente, precisa ser feita com cautela. Quaest e Real Time Big Data utilizam amostras, metodologias, questionários e períodos de coleta diferentes. Portanto, não é tecnicamente correto tratar os cinco pontos de diferença entre os dois levantamentos como um crescimento linear. Ainda assim, a fotografia apresentada pelo Big Data reforça uma tendência que pesquisas anteriores já indicavam: Eliziane possui potencial eleitoral superior ao voto que aparecia consolidado.
Esse talvez seja o elemento mais importante para compreender a posição atual da senadora. Levantamentos qualitativos e quantitativos anteriores identificaram uma diferença entre o potencial de voto de Eliziane e a percepção já formada sobre sua candidatura. Também mostraram um reconhecimento desigual de sua atuação e uma baixa lembrança espontânea de realizações do mandato. Quando essas ações eram apresentadas aos entrevistados, porém, a avaliação da senadora melhorava.
Isso significa que Eliziane não precisa necessariamente reconstruir sua imagem política. Seu principal desafio é preencher espaços que ainda permanecem vazios na comunicação com o eleitorado, ampliando o conhecimento sobre sua atuação e transformando potencial em voto consolidado.
A marca de 14% sugere que o novo levantamento já começa a captar parte dessa reserva eleitoral. Ao mesmo tempo, indica que ainda existe espaço para crescimento, especialmente porque Eliziane pode ser uma das candidaturas com maior distância entre o potencial identificado e a imagem efetivamente consolidada entre os eleitores.
É nesse ponto que aparece a resiliência política de Eliziane. Mesmo enfrentando um cenário fragmentado, adversários competitivos e diferentes movimentos de forças tradicionais da política maranhense, a senadora permaneceu na disputa, preservou sua viabilidade e chegou à reta decisiva em condições reais de conquistar a reeleição.
Eliziane afirmou receber o resultado com confiança.
“Levamos em consideração todas as pesquisas sérias. E há uma que é infalível, que nos move e atesta que estamos no caminho certo: o carinho, a atenção e as palavras de fé e esperança de quem a gente encontra na rua dizendo que serei reeleita”, declarou a senadora.
O levantamento ouviu 1.600 eleitores do Maranhão entre os dias 5 e 9 de setembro. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MA-02569/2026.
Como o eleitor maranhense poderá votar em dois candidatos ao Senado, a dinâmica da disputa não se resume apenas à escolha de um nome. Entram em jogo as possibilidades de composição do segundo voto, o grau de rejeição, a capacidade de mobilização e a lembrança das realizações de cada candidatura.
Nesse cenário, o resultado do Big Data representa mais do que um número para Eliziane. Mostra que a senadora não está mais tentando alcançar o grupo da frente. Ela já está dentro dele — e chega competitiva ao momento decisivo da eleição.

