Prefeito e vice foram cassados por abuso de poder econômico e compra de votos. Presidente da Câmara assumiu interinamente o comando do município.
Nova Olinda do Maranhão terá uma nova eleição para prefeito e vice-prefeito no dia 25 de outubro. A data foi definida pela Justiça Eleitoral após a cassação dos mandatos de Ary Menezes (PP) e Ronildo da Farmácia (MDB).
Enquanto o novo pleito não acontece, o município está sendo comandado interinamente pelo presidente da Câmara Municipal, José Alberto Lopes Sousa, que assumiu a Prefeitura por determinação da Justiça Eleitoral.
Ary e Ronildo foram cassados por abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio nas eleições de 2024. A ação foi apresentada pela então candidata Thaymara Muniz (PL), derrotada por apenas dois votos em uma das eleições municipais mais apertadas do país.
Segundo a Justiça Eleitoral, o processo reuniu elementos relacionados à compra de votos por meio da distribuição de materiais de construção e telhas, promessa de cargos públicos e pagamentos em dinheiro e via Pix. O caso chegou a ganhar repercussão nacional após reportagem do Fantástico, da TV Globo.
O vai e volta na Justiça
No início de agosto, o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, chegou a suspender temporariamente os efeitos da cassação, permitindo que prefeito e vice permanecessem nos cargos.
A decisão, porém, foi posteriormente reconsiderada pelo relator do processo. Com isso, a cassação voltou a produzir efeitos e o presidente da Câmara assumiu o Executivo municipal.
Ary Menezes e Ronildo da Farmácia também ficaram inelegíveis por oito anos e, portanto, não poderão disputar a eleição suplementar.
Com a nova votação marcada para 25 de outubro, Nova Olinda entra agora em uma nova fase da disputa política. Partidos e grupos locais começam a reorganizar alianças e definir quem estará nas urnas para comandar o município.

