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Em entrevista ao comunicador Thiago Azevedo, da Tribuna 98, o empresário Marcus Brandão, irmão do governador Carlos Brandão e um dos principais articuladores políticos do governo do Maranhão, comentou a saída do deputado federal e ex-ministro André Fufuca da base governista e afirmou que a decisão representa um erro estratégico para o parlamentar.
Segundo Marcus, já existia um entendimento construído dentro da Federação União Progressista para viabilizar a candidatura de Fufuca ao Senado nas eleições de 2026. De acordo com ele, mesmo diante da disputa interna, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) abriria mão da pré-candidatura ao Senado para buscar a reeleição à Câmara Federal.
Ainda conforme o articulador político, até mesmo a ex-governadora Roseana Sarney, que aparece bem posicionada nas pesquisas de intenção de voto, estaria disposta a abdicar da disputa em nome de um consenso dentro do grupo, deixando o caminho livre para a candidatura de Fufuca.
Marcus Brandão também revelou que pesquisas eleitorais foram apresentadas ao ex-ministro indicando que ele teria grandes chances de conquistar uma vaga no Senado integrando a chapa liderada por Orleans Brandão. No entanto, afirmou que a mudança de posicionamento político pode comprometer a base de apoio construída por Fufuca ao longo dos últimos quatro anos de pré-campanha.
Segundo ele, dos cerca de 100 prefeitos que haviam declarado apoio ao projeto político do deputado, aproximadamente 90 já teriam entrado em contato para informar que não pretendem acompanhá-lo após a saída da base governista.
Na avaliação de Marcus, Fufuca cometeu um equívoco ao acreditar que o desempenho eleitoral do prefeito de São Luís, Eduardo Braide, será automaticamente transferido para sua eventual candidatura ao Senado.
“Ele deu o maior tiro no pé da vida dele”, declarou Marcus Brandão ao comentar a decisão do ex-ministro.
A entrevista reforça o cenário de rearranjo político no Maranhão e evidencia a leitura do núcleo governista de que a saída de André Fufuca pode provocar perdas significativas de apoio político e eleitoral para o parlamentar na disputa de 2026.


