Pesquisa Quaest divulgada em junho mostra que o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, perdeu força em segmentos importantes do eleitorado, como jovens, mulheres e evangélicos. O levantamento também aponta recuo em regiões estratégicas e ajuda a explicar a mudança no cenário de segundo turno.
Segundo a pesquisa, o presidente Lula passou a liderar a simulação com 44% das intenções de voto, contra 38% de Flávio. Até março, os dois apareciam em situação de empate técnico, mas nas rodadas mais recentes Lula passou a abrir vantagem.
Entre os eleitores de 16 a 34 anos, Flávio perdeu a liderança que mantinha em levantamentos anteriores. Nesse grupo, Lula passou a aparecer numericamente à frente. Entre as mulheres, a vantagem do presidente também aumentou. Já entre os evangélicos, Flávio ainda lidera, mas viu a diferença em relação a Lula diminuir após uma queda de cerca de 9 pontos no segmento.
O levantamento também registra perda de desempenho no Sudeste e no conjunto Centro-Oeste/Norte. No Sudeste, onde estão colégios eleitorais decisivos como São Paulo e Minas Gerais, Flávio já chegou a liderar com vantagem, mas agora aparece em empate técnico com Lula.
Nos recortes por renda, Flávio perdeu vantagem entre eleitores que recebem de 2 a 5 salários mínimos, faixa em que Lula passou a liderar. Entre os que ganham mais de 5 salários mínimos, o senador ainda aparece à frente, mas com redução da diferença.
Em relação à escolaridade, Lula mantém vantagem entre eleitores com ensino fundamental. Nos demais níveis, especialmente entre os que têm ensino médio e superior, o cenário passou de liderança de Flávio para empate técnico ou vantagem reduzida.
A pesquisa indica que a perda de apoio em grupos onde Flávio Bolsonaro vinha mantendo desempenho mais competitivo acendeu alerta no campo da direita, especialmente pela queda entre jovens, mulheres e evangélicos, segmentos considerados importantes para qualquer candidatura presidencial.


