Condenado em março de 2026 pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal a cinco anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, por participação em um esquema de cobrança de propina relacionado à liberação de emendas parlamentares, João Batista de Magalhães assumiu a presidência da Comissão Provisória Estadual do Avante no Maranhão.
A mudança no comando da legenda foi registrada com vigência iniciada em 20 de julho de 2026 e término previsto para 31 de dezembro deste ano. Com isso, João Batista ficará à frente do partido durante todo o período eleitoral.
No mesmo processo, também foram condenados os deputados federais Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil. Segundo o Ministério Público Federal, o esquema investigado cobrava de prefeituras 25% dos valores de emendas parlamentares destinadas aos municípios. Os réus também foram condenados ao pagamento de indenização por danos morais coletivos.
A alteração ocorre às vésperas das convenções partidárias, período em que as siglas definem candidaturas, alianças e a composição das chapas para as eleições de outubro.
Com João Batista de Magalhães na presidência estadual, o Avante entra na fase decisiva das articulações eleitorais sob uma nova direção. A comissão provisória terá participação nas decisões sobre coligações, formação das chapas proporcionais e posicionamento da legenda nas disputas pelo Governo do Maranhão e pelo Senado.

