Candidatos à Presidência afirmam que não são contra aumento do benefício, mas contestam o momento do anúncio feito pelo Governo Federal durante o período eleitoral
O anúncio do Governo Federal de reajustar em 15% o valor do Bolsa Família durante o período eleitoral provocou reação de candidatos à Presidência da República e levou o tema à análise da Justiça Eleitoral.
Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) criticaram publicamente a medida anunciada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os três afirmaram que não são contrários a um reajuste no programa social, mas questionaram o fato de a alteração ocorrer neste momento, durante a campanha eleitoral.
Os candidatos classificaram a iniciativa como uma medida de caráter eleitoral e afirmaram que o anúncio ocorre em um cenário de disputa política, após mudanças no cenário das pesquisas de intenção de voto para um eventual segundo turno.
Além das manifestações públicas, o reajuste também passou a ser questionado na Justiça Eleitoral. O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo uma análise sobre a legalidade da medida.
Na ação, o parlamentar argumenta que é necessária a atuação da Justiça Eleitoral para impedir que a estrutura administrativa e os recursos públicos sejam utilizados de forma a comprometer a igualdade de oportunidades entre os candidatos durante o processo eleitoral.
O caso será relatado pelo ministro André Mendonça, atual vice-presidente do TSE. A definição do relator ocorreu por meio de sorteio realizado pela Corte Eleitoral.

