O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou a divisão dos R$ 4,9 bilhões do Fundo Eleitoral para as eleições de 2026. Os recursos serão distribuídos entre 30 partidos políticos e terão influência direta sobre a estrutura das campanhas para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual em todo o país.
A maior fatia ficará com o PL, que receberá R$ 881,7 milhões. Na sequência aparecem PT, com R$ 615,4 milhões, e União Brasil, com R$ 525,2 milhões. Juntos, os três partidos concentrarão cerca de 40% de todo o fundo destinado às eleições deste ano.
A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, terá à disposição quase R$ 1 bilhão para financiar candidaturas em todo o país.
Veja quanto cada partido receberá
Partido/Valor
PL
R$ 881,7 milhões
PT
R$ 615,4 milhões
União Brasil
R$ 525,2 milhões
PSD
R$ 421 milhões
PP
R$ 417,1 milhões
MDB
R$ 400 milhões
Republicanos
R$ 348,6 milhões
Podemos
R$ 246 milhões
PDT
R$ 169,3 milhões
PSB
R$ 152,3 milhões
Os valores foram divulgados pelo TSE na noite de quarta-feira (3) e fazem parte do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), criado para custear campanhas eleitorais.
Fundo fortalece cúpulas partidárias
Ao Correio Braziliense, o cientista político Murillo Medeiros, da Universidade de Brasília (UnB), afirmou que a concentração de recursos em poucos partidos amplia o poder das direções nacionais das legendas.
Segundo ele, quem controla a distribuição do dinheiro passa a influenciar diretamente as condições de disputa eleitoral, uma vez que a definição sobre quais candidatos receberão mais recursos costuma ficar concentrada nas cúpulas partidárias.
Medeiros observou ainda que o valor do fundo triplicou desde 2018 e que a tendência é de priorização de candidatos que já possuem mandato, reduzindo o ritmo de renovação do Congresso Nacional.
Senado será prioridade estratégica
A disputa pelo Senado deverá receber atenção especial dos principais partidos. Em 2026, estarão em jogo 54 das 81 cadeiras da Casa, o equivalente a dois terços do Senado Federal.
Segundo a avaliação apresentada na reportagem do Correio Braziliense, partidos como PL e PT enxergam a eleição para o Senado como estratégica para a formação da futura correlação de forças em Brasília a partir de 2027.
Como o dinheiro é dividido
A distribuição do Fundo Eleitoral segue critérios definidos em lei:
2% são divididos igualmente entre todos os partidos registrados no TSE;
35% são distribuídos conforme os votos obtidos para a Câmara dos Deputados na última eleição;
48% são repartidos de acordo com o número de deputados federais eleitos;
15% são distribuídos conforme a representação de cada partido no Senado.
Criado pela Lei nº 13.487/2017, o Fundo Eleitoral é abastecido com recursos do Orçamento da União e tem como finalidade financiar campanhas eleitorais em anos de eleição.


