A definição da chapa da federação União/Progressistas no Maranhão pode gerar um impasse entre os dois partidos. União Brasil e Progressistas podem chegar às convenções com candidatos, alianças e suplentes diferentes, obrigando a federação a buscar uma solução interna para unificar a composição.
Isso porque União Brasil e Progressistas realizam suas convenções separadamente e cada partido formaliza suas decisões em ata. Depois, as definições precisam ser compatibilizadas na ata da federação.
Na prática, o problema começa se as atas apontarem caminhos diferentes. Em um cenário possível, o União Brasil pode defender uma aliança com o MDB e indicar Pedro Lucas ao Senado. Já o Progressistas pode optar pelo PSD, liderado no Maranhão por Eduardo Braide, e apresentar André Fufuca como candidato a senador.
Se não houver acordo entre os dois partidos, o impasse deverá ser levado à direção nacional da federação. A ausência de uma solução política ainda pode abrir espaço para questionamentos sobre as decisões tomadas na formação da chapa.
A disputa também passa pelas suplências. Nos bastidores, Perla, esposa do prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral, e o ex-prefeito de Caxias Fábio Gentil aparecem entre os nomes comentados para compor uma eventual chapa de André Fufuca.
Há, porém, um detalhe importante: Perla e Fábio Gentil são filiados ao União Brasil. Ou seja, a participação dos dois em uma chapa encabeçada por Fufuca também dependeria das articulações e decisões dentro da federação.
É nesse cenário que surge um nome até agora pouco citado nas especulações: Rilda Amaral. Irmã do prefeito Rildo Amaral, ela é filiada ao Progressistas.
Rilda poderia ser uma alternativa para a primeira suplência de André Fufuca, evitando uma eventual disputa pelo uso de nomes ligados ao União Brasil na composição.
Nada está definido. Mas a formação da chapa da União/Progressistas promete ser uma das negociações mais delicadas do processo eleitoral no Maranhão.
E, pelo desenho atual, essa história ainda terá muitos capítulos.

