A disputa ao Senado no Maranhão começa a ganhar contornos mais claros. Entre os nomes já em movimento estruturado, a senadora Eliziane Gama (PT), o senador Weverton Rocha (PDT) que buscarão a reeleição, além do ex-senador Roberto Rocha (NOVO), já têm caminhos praticamente definidos.
Weverton deve integrar a chapa do grupo liderado pelo governador Carlos Brandão. A presença do pedetista já foi sinalizada pelo próprio Orleans Brandão em entrevistas recentes. Mesmo com o PT tendo decidido caminhar ao lado do vice-governador Felipe Camarão, o senador garante que mantém alinhamento com o grupo governista.
Já Eliziane Gama avançou na construção de sua candidatura após deixar o PSD, onde enfrentava resistência interna. A senadora se filiou ao PT com aval da direção nacional e do presidente Luis Inácio Lula da Silva, responsável direto por sua entrada na legenda. No fim de semana, o presidente nacional do partido, Edinho Silva, reforçou que Eliziane é o nome do PT para a disputa ao Senado, com a composição complera de chapa ainda em definição.
Outro nome com posição encaminhada é o do ex-senador Roberto Rocha. Ele deve disputar a vaga ao Senado na chapa do médico Lahesio Bonfim, dentro de uma estratégia de candidatura mais alinhada ao campo da direita.
Ainda em campo indefinido, o deputado federal André Fufuca tenta espaço em meio a uma discreta disputa interna na Federação União-PP. O ex-ministro dos Esportes mantém diálogo com diferentes grupos políticos, incluindo o entorno do governador Carlos Brandão, o campo do ex-prefeito Eduardo Braide e interlocutores ligados ao vice-governador Felipe Camarão.
Dentro da federação União Brasil–Progressistas, Fufuca também divide espaço com o deputado Pedro Lucas, que atua nos bastidores com apoio de setores ligados ao Palácio dos Leões e à direção nacional do partido, presidida por Antônio de Rueda.
Outros nomes seguem em fase de avaliação. O ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo, mantém articulações para viabilizar sua presença na disputa. A ex-governadora Roseana Sarney ainda não definiu se voltará ao cenário eleitoral, embora conte com incentivo de aliados próximos, incluindo o irmão, Fernando Sarney.
Já presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, também permanece como uma variável no processo. Ela pode disputar a reeleição ao Legislativo estadual, concorrer à Câmara Federal ou até entrar na disputa pelo Senado, a depender da configuração das chapas nas próximas semanas.

