Vista pelo MDB como uma carta na manga para fortalecer o grupo do governador Carlos Brandão, a candidatura da deputada federal Roseana Sarney ao Senado enfrenta desafios junto ao eleitorado. Apesar de muito popular, a ex-governadora encara um gap geracional, com taxa de desconhecimento ou indiferença entre os eleitores mais jovens, e relativa rejeição entre o eleitorado mais velho. Roseana mantém, no entanto, forte preferência entre o público feminino.
Desde que deixou o governo do Estado, Roseana demonstra certo desencanto com a política. A ex-governadora faz um mandato de deputada federal discreto e distante, postura naturalmente ampliada em função da saúde frágil.
Se em 2022, a campanha de Roseana foi conduzida com mínima exposição pública, e a votação final, pouco acima de 90 mil votos, abaixo do esperado para alguém com seu histórico, em 2026 a intenção original da ex-governadora era se dedicar à família, mas a conjuntura política e a necessidade de reforçar o grupo de Carlos Brandão a recolocam no cenário eleitoral.
O grande desafio de Roseana hoje é transformar sua notoriedade histórica em capital político efetivo, conciliando experiência e legado com a necessidade de dialogar com um eleitorado que já não compartilha da mesma memória política.
A candidatura ao Senado é uma disputa que exige alta capacidade de mobilização da base, relevância histórica, percepção pública e adaptação ao contexto atual. Roseana precisa lidar com tudo isso em um momento de forte desejo de mudança dos maranhenses. É um desafio gigantesco.

