Governador eleito diz que iniciará a transição imediatamente, promete enxugar a estrutura administrativa e afirma que pretende montar secretariado de perfil técnico.
A redução do número de secretarias e do ICMS está entre as primeiras mudanças anunciadas por Eduardo Braide (PSD) para o Governo do Maranhão a partir de 2027. Eleito no primeiro turno no domingo (4), Braide afirmou que começará imediatamente a organizar a transição e a futura equipe estadual.
Em entrevista ao JMTV 1ª edição, na segunda-feira (5), o governador eleito disse que pretende promover uma reforma administrativa para diminuir a estrutura do governo. Segundo ele, existem órgãos com atribuições semelhantes que poderão ser unificados, liberando recursos para outras áreas, entre elas obras públicas.
Braide também voltou a defender a redução do ICMS, compromisso assumido durante a campanha. A proposta, segundo ele, é diminuir a carga do imposto estadual na expectativa de reduzir preços, estimular o consumo e tornar o Maranhão mais atrativo para novos investimentos e geração de empregos.
Outra frente será a montagem do secretariado. Braide afirmou que buscará nomes com perfil técnico e antecipou que mulheres deverão ocupar espaços importantes na administração estadual, seguindo uma linha que, segundo ele, adotou durante sua gestão na Prefeitura de São Luís.
Antes da definição do primeiro escalão, porém, será formada a equipe de transição. O grupo deverá reunir representantes indicados pelo futuro governo e integrantes da atual administração para o compartilhamento de informações sobre contratos, programas, estrutura administrativa e ações em andamento. Os primeiros nomes devem ser anunciados nos próximos dias.
Na área social, Braide apontou educação e desenvolvimento humano entre as prioridades para o próximo mandato. Ele afirmou que o novo governo deverá concentrar esforços na melhoria dos indicadores sociais e na qualidade de vida da população.
A relação com os municípios também estará entre os pontos da futura gestão. O governador eleito disse que pretende estabelecer parcerias com prefeitos independentemente da posição política de cada administração e defendeu que obras e serviços públicos não sejam condicionados a alianças partidárias.
No cenário nacional, Braide ainda não anunciou quem apoiará no segundo turno da eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Ele não declarou apoio a candidato à Presidência no primeiro turno e afirmou que deverá se posicionar nos próximos dias.
Braide também disse que, independentemente do resultado da eleição presidencial, pretende manter uma relação institucional com o governo federal. Como referência, citou sua experiência à frente da Prefeitura de São Luís, período em que administrou a capital sob governos federais diferentes.

