A decisão do Democracia Cristã (DC) de oficializar o nome do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa como pré-candidato à Presidência provocou reação imediata dentro do próprio partido. O ex-presidente da Câmara dos Deputados Aldo Rebelo, que vinha sendo apresentado como nome da legenda para a disputa, classificou a mudança como uma afronta.
Em nota, Aldo afirmou que a indicação de Barbosa, anunciada pelo partido após meses de articulação em torno de seu nome, contraria os princípios que defende na política.
“A candidatura anunciada em um balão de ensaio de Joaquim Barbosa é uma afronta a tudo o que defendo como relações políticas apoiadas na transparência e nas decisões democráticas”, declarou.
A oficialização foi confirmada pelo presidente nacional do DC, João Caldas, que apresentou Joaquim Barbosa como um nome capaz de representar uma agenda de união nacional e de reconstrução da confiança nas instituições.
Nos bastidores, a leitura dentro da legenda é de que Aldo não conseguiu ganhar tração eleitoral. Pesquisa Quaest divulgada na última semana mostrou o ex-ministro com menos de 1% das intenções de voto.
Mesmo assim, Aldo rebateu a decisão e disse que segue mantendo sua pré-candidatura. Em manifestação à imprensa, destacou sua trajetória política e afirmou ter sido escolhido inicialmente por sua experiência no Congresso e pela própria história pública.
Joaquim Barbosa, que em 2022 declarou apoio à candidatura de Lula ainda no primeiro turno, ainda não havia se pronunciado publicamente sobre a indicação nem sobre a reação de Aldo até a manhã desta segunda-feira.

