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Três pesquisas divulgadas recentemente consolidaram um dado político preocupante para o grupo do governador Carlos Brandão na disputa pelo Governo do Maranhão: o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD) aparece em posição extremamente confortável em todas elas, com desempenho que pode levá-lo a uma vitória ainda no primeiro turno.
Na AtlasIntel, divulgada nesta sexta-feira (15), Braide registra 50,1%, contra 23,1% de Orleans Brandão (MDB), 14% de Felipe Camarão (PT) e 8,4% de Lahésio Bonfim (Novo).
Na IPPI, o ex-prefeito de São Luís aparece com 50,8%, enquanto Orleans Brandão (MDB) soma 27,7%, Felipe Camarão (PT) marca 9,7% e Lahésio Bonfim (Novo) registra 7,9%.
Já no Instituto Veritá, Braide alcança 59%, contra 20,7% de Orleans Brandão (MDB) e 10,5% de Lahésio Bonfim (Novo).
Há ainda outro dado muito preocupante: a aprovação do governador Carlos Brandão é de apenas 32%, segundo o Instituto AtlasIntel. Popularidade insuficiente para alavancar uma candidatura majoritária.
A liderança confortável de Braide vem acompanhada de uma clara desidratação de Lahesio, que chegou a ser tratado como peça importante do campo conservador no Maranhão, mas que aparece muito distante dos resultados iniciais.
A leitura política possível é que a estratégia de Braide de ocupar espaço no campo conservador e no Sul do Maranhão, com movimentos voltados ao eleitorado mais à direita, incluindo a escolha de uma vice bolsonarista, pode estar produzindo efeito prático ao reduzir o espaço competitivo de Lahésio.
Outro dado relevante está no desempenho de Felipe Camarão.
Mesmo ainda distante da liderança, Camarão aparece numericamente competitivo dentro da disputa e com um fator novo no tabuleiro: o apoio público mais explícito do presidente Lula à sua pré-candidatura.
A avaliação entre aliados é que parte expressiva do eleitorado ainda não associou plenamente Camarão ao projeto petista nacional, o que abre margem para crescimento à medida que essa vinculação se torne mais conhecida durante a corrida eleitoral. A pesquisa Atlas mostra que Lula tem quase o dobro de intenção de votos de Flávio Bolsonaro (56,4% contra 28,3%).
O pior dos cenários para os Leões é Eduardo Braide deixou de ser apenas líder nas pesquisas, ele cresce de modo orgânico, espontâneo e sem adversários capazes, até aqui, de fazer um embate competente contra ele.

