- A definição da candidatura ao Senado pela Federação União Progressista (União Brasil e Progressistas) no Maranhão caminha para uma decisão que envolve não apenas o governador Carlos Brandão, mas também as direções nacionais das duas legendas que compõem a aliança.
Embora Brandão tenha avocado para si a escolha da segunda vaga ao Senado da chapa governista, destinada à federação União Progressista, a escolha do nome depende também de um entendimento entre os partidos. Hoje, a disputa está concentrada entre o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) e o ex-ministro do Esporte e também deputado federal, André Fufuca (PP).
Nos bastidores, há uma percepção consolidada de que o Palácio dos Leões possui larga preferência por Pedro Lucas. O parlamentar manteve alinhamento político constante com o governador ao longo dos últimos anos e evitou movimentos que pudessem ser interpretados como divergência em relação à estratégia do grupo governista. Além disso, passou a ter forte apoio do presidente de seu partido, Antonio Rueda, que atua fortemente para sua escolha.
Já André Fufuca segue mantendo sua pré-candidatura ao Senado e conta com respaldo expressivo dentro do Progressistas. Entretanto, sua situação política passou a ser observada com maior cautela por setores do grupo governista após especulações envolvendo possíveis interlocuções com forças políticas fora da órbita do Palácio dos Leões, especialmente setores ligados ao ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, com quem teria mantido conversas preliminares sobre possibilidade de aliança.
Esse conjunto de fatores contribuiu para fortalecer a posição de Pedro Lucas junto ao núcleo político do governo estadual e, ao mesmo tempo, reduziu o grau de convergência em torno do nome de Fufuca dentro da base governista.
Apesar disso, o ex-ministro do esporte mantém capital político próprio, ocupa uma posição estratégica de interlocução junto governo Lula.
Caso não haja acordo entre os dois grupos, a tendência é que a discussão avance para as instâncias nacionais da União Progressista.
O governador Carlos Brandão prometeu uma definição nesta semana, mas resta saber se Rueda e Ciro concordarão com a decisão do governador.


