O presidente nacional do PT, Edinho Silva, chega nesta segunda-feira, 1º de junho, a São Luís com uma missão dupla: participar do pré-lançamento da candidatura de Felipe Camarão ao Governo do Maranhão e de Eliziane Gama ao Senado, e tentar reduzir a temperatura da crise interna no partido.
A agenda ocorre em meio ao impasse sobre a direção estadual do PT. A comissão provisória perdeu validade após prorrogação, enquanto a direção eleita no PED ainda não tomou posse.
Nos bastidores, a decisão sobre o comando estadual é vista como peça central para o rumo do partido em 2026. A direção eleita tem maioria ligada ao grupo do governador Carlos Brandão e resiste à candidatura própria de Camarão.
Antes do ato político, Edinho deve se reunir com alas petistas para ouvir cobranças, explicar a estratégia nacional e tentar construir uma unidade mínima em torno do projeto de Camarão e Eliziane.
Petistas alinhados ao Palácio dos Leões querem saber por que a direção estadual ainda não foi empossada e qual será o encaminhamento da Executiva Nacional. Também questionam se houve interferência externa na escolha pela candidatura de Camarão.
A tendência é que Edinho busque uma solução de acomodação: manter o controle nacional sobre a direção estadual até as convenções, evitar uma ruptura pública e tentar impedir que a divisão interna contamine o ato político desta segunda-feira.
O desafio, porém, será transformar presença nacional em comando político real dentro de um PT maranhense dividido entre o palanque de Camarão e a permanência de parte dos filiados no governo Brandão.


