Brandão diz que vai “acomodar todo mundo” e reacende debate sobre espaço de Roseana na chapa ao Senado
A declaração do governador Carlos Brandão (MDB) de que vai “conversar e acomodar todo mundo” reacendeu o debate sobre qual espaço a deputada federal e ex-governadora Roseana Sarney (MDB) poderá ocupar no projeto governista liderado pela pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao Palácio dos Leões.
A fala foi dada ao jornalista John Cutrim no fim de semana, após questionamento sobre como Roseana seria encaixada numa chapa em que, hoje, as duas vagas ao Senado aparecem fortemente associadas aos nomes de Weverton Rocha (PDT) e André Fufuca (PP), com Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) também citado como possibilidade.
A resposta de Brandão foi curta, mas politicamente relevante: “Calma, a gente vai conversar e vai acomodar todo mundo.”
A declaração alimenta interpretações porque Roseana, em tese, já teria espaço natural nesse arranjo por integrar o MDB, mesmo partido de Orleans. Ainda assim, seguem abertas diferentes possibilidades de composição.
Uma das hipóteses levantadas é a de uma candidatura isolada ao Senado, fora da chapa principal. Pela legislação eleitoral e pela jurisprudência consolidada do TSE, esse movimento dependeria de decisão formal da convenção partidária, já que não existe candidatura independente sem o aval da legenda.
Outra possibilidade envolve uma composição alternativa para contemplar o grupo Sarney, com a eventual indicação de Fernando Sarney para a primeira suplência de um nome competitivo ao Senado, seja Weverton, Fufuca ou até Pedro Lucas, caso sua pré-candidatura avance.
No caso de Pedro Lucas, porém, há uma variável política importante: a necessidade de definir o destino político de Paulo Casé em eventual rearranjo caso o deputado federal deixe a Câmara para disputar o senado.
O fato é que Brandão ainda precisará encaixar interesses diversos numa disputa com poucas vagas e muitos pretendentes. Cenário complexo.

