Senadores avaliam saída negociada dos ministros do STF como alternativa ao impeachment, sinalizando preferência por um entendimento político em eventual governo de Flávio Bolsonaro.
Senadores do PL avaliam que a aposentadoria antecipada dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), seria uma alternativa menos desgastante do que a abertura de processos de impeachment. A possibilidade é discutida por integrantes do partido inclusive para um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL).
Na avaliação desses parlamentares, a saída voluntária dos ministros representaria um caminho “mais pacífico” para o país. Como exemplo, citam Luís Roberto Barroso, que deixou o STF em 2025, aos 68 anos, sete anos antes da aposentadoria compulsória.
Alexandre de Moraes, de 57 anos, ainda poderia permanecer no Supremo por aproximadamente 18 anos. Flávio Dino, de 58, tem direito de continuar na Corte até 2043, quando completará 75 anos.
Entre bolsonaristas, há também a avaliação de que Dino poderia deixar o STF para retornar à política. Integrantes desse grupo consideram a possibilidade de o ex-governador do Maranhão disputar a Presidência da República futuramente, como sucessor de Lula no campo da esquerda. A hipótese, no entanto, não passa de uma especulação política.
O debate ocorre em meio à ampliação da bancada do PL no Senado. A partir de 2027, o partido terá 28 dos 81 senadores, tornando-se a maior bancada da Casa. A legenda também pretende disputar a presidência do Senado na próxima legislatura.

